Coluna: Crise, Leonardo DiCaprio e Cachorro Quente…

Por Vagner Francisco.

 

O ponto de interrogação que paira sobre as cabeças dos leitores da Pixel Media, em relação ao futuro da editora permanece.

 

A Conrad foi vendida (ao menos é o que informa Odair Braz Jr em seu blog).

 

A Opera Graphica fechou as portas.

 

A crise global chegou aos quadrinhos brasileiros?

 

Por outro lado, a HQM Editora anunciou uma vasta gama de lançamentos (nacionais, inclusive). A Record também. Temos ainda a NHQ que não deixou o título do super-herói Crânio cair no limbo dos personagens esquecidos – não que ele seria, mas teria que dividir a atenção dos leitores com outros personagens na Heróis Brazucas.

 

O que mais pesa nessa hora? As editoras que estão parando ou aquelas que se estabelecem?

 

Quais notícias merecem mais destaque?

 

Li um texto interessante, divulgado pelo IDV, Instituto de Desenvolvimento do Varejo – que também serve para o segmento de quadrinhos. É a Fábula do Vendedor de Cachorro-Quente.

 

Nela, um homem que não ouvia rádio nem tv, nem se ligava em internet, trabalhava vendendo cachorros-quentes. Comprava a melhor salsicha, o melhor pão, à melhor maionese e assim por diante. Com isso, seu negócio prosperou.

Com o passar dos anos, graças às boas vendas de cachorro-quente, o homem percebeu que poderia dar a seu filho a melhor educação possível. E ele o fez. Com isso o filho cresceu, estudou nas melhores escolas do país e se tornou antenado com o mundo. Então, um dia, o filho chegou ao pai e disse: – Pai, você não sabe que o mundo está em crise? O país vai quebrar. É bem possível que você não venda mais tantos cachorros-quentes assim. Ninguém tem mais dinheiro!

O homem, levando em consideração que o filho era estudado e em sintonia com o que acontece no mundo, concordou. Então, para fugir da “crise”, decidiu comprar produtos mais baratos e consequentemente com qualidade inferior.

Assim, as vendas acabaram caindo, pois com produtos inferiores, os clientes desapareceram.

Enfim, o homem foi até o filho e disse: – É, filho, você tem razão. A crise está acabando com o mundo.

 

E assim como essa, temos várias histórias de “dar ouvidos à razão”.

 

Mas há também outras, aquelas que, a priori pareciam ruins, a posteriori, mostraram-se exultantes (para seus envolvidos, ao menos).

Uma que li recentemente envolvia um longa-metragem de um certo homem-morcego, um jovem ator em ascensão e seu desejo de se tornar o garoto-prodígio, envolvendo o ano de 1995. Você provavelmente já ouviu falar de Leonardo DiCaprio, aquele mesmo, de Titanic e tals. Bem, talvez você não saiba, mas ele quase encarnou o Robin, no filme Batman Eternamente, estrelado por Val Kilmer e dirigido por Joel Schumacher.

Sabe como ele perdeu o papel para Chris O’Donnell? Na época, os produtores do filme pediram aos fãs que votassem em, numa provável luta entre os dois, quem venceria? Deu O’Donnell na cabeça.

 

Sem dúvida alguma, uma amarga derrota para DiCaprio.

 

Porém, pense bem. Se ele tivesse se sobressaído, estaria também em Batman & Robin, aquela bomba sem tamanho. Com isso não teria feito, em 1996, Romeu + Julieta e consequentemente, no ano seguinte, Titanic. Assim, não seria um dos caras que mandam em Hollywood, como é hoje. Aliás, hoje, onde está Chris O’Donnell?

 

Enquanto Leonardo DiCaprio toca seus projetos como quer e leva um dos maiores diretores de cinema desde os anos 1970, Martin Scorcese, a tira-colo para seus filmes, Chris O’Donnell o virtual vencedor daquela briga curte seu ostracismo.

 

Copo meio cheio, bravos (as) leitores (as). SEMPRE copo meio cheio.

 

Até a próxima.

 

2 comentários sobre “Coluna: Crise, Leonardo DiCaprio e Cachorro Quente…

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