Artigo: Resistência do Quadrinhista Brasileiro

Por *Mauro Cesar Bandeira

O quadrinhista precisa lutar por seu espaço porque os quadrinhos no Brasil estão um pouco desacreditados, mas nem por isso vamos desistir, é possível que se nos esforçarmos mais, vamos conseguir que nosso trabalho apareça, não podemos correr o risco de sermos apagados da história.

Mesmo sendo muitas as dificuldades de ser desenhista de quadrinhos ou roteiristas por muitos acharem que nossa profissão não tem futuro, vejo ignorância tanto do leitor quanto do critico de menosprezar o trabalho nacional.

Precisamos trabalhar mais, bem mais até que os estrangeiros, mostrando as pessoas que a luta ainda não esta perdida, e isso só mostraremos no momento que começarmos a desenhar e divulgar nosso trabalho.

Não acreditar que a industria de quadrinhos brasileira é um caso perdido essa é a meta, e ajudar todos os quadrinistas que ainda tem um sonho de ver seus trabalhos reconhecidos.

A esperança ainda não morreu e nem morrerá se nós apoiarmos a causa de renascimento da hq brasileira, queremos até criar novas concepções de quadrinhos e também novos estilos; consolidar o Brasil como nova potencia dos quadrinhos.

*Mauro Cesar Bandeira é professor, formado em Artes Plásticas, Habilitação em Licenciatura, do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Brasília.

Um comentário sobre “Artigo: Resistência do Quadrinhista Brasileiro

  1. Os quadrinhos no Brasil estão como os primeiros povoados no Brasil colônia. Um território vasto a ser explorado e descoberto, caminhos nunca visitados, tesouros que podem estar escondios ou não.
    Mas isso só se concretiza através de muito esforço e luta ( no caso da HQ em qualidade, roteiro, etc). É injusto cobrar do quadrinho nacional a mesma performance dos americanos, europeus ou japoneses da mesma forma que não seria justo em 1600 cobrar que uma colonia lusitana parcamente povoada tivesse o mesmo brilho da Europa de 1600.Tentativa e êrro, fracassos, edições encalhadas no Brasil tem de ser encaradas com esse desconto, mais que tudo é preciso ter fé e gosto pela HQ e o profissional não esperar um cachê irreal para nossa realidade.
    Uma analogia: Os melhores jogadores do futebol brasileiro, aqueles dos anos 50 e 60, não queriam ganhar bem, mas jogar bola. E isso resultou num bom futebol, numa fase histórica e que deu nome ao futebol brasileiro.
    Nosso craques do quadrinho tem de ter essa postura para que no futuro se firme uma era de HQ brasileira de alta qualidade e respeitada, rivalizando com as demais escolas.
    Gostei do tom do artigo prof, é assim que acredito que chegaremos lá.

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