Grande Japi – Consciência ambiental em história em quadrinhos

Um personagem para inspirar as novas gerações a cuidarem do meio ambiente é a proposta de “Grande Japi”, uma série idealizada por Fábio Campos Alves e apadrinhada pelo professor Osmar Arroyo,  que nesta semana ganhou sua primeira passagem virtual. “A gente veio conversando sobre isso nos últimos anos e foi ele quem indicou o Felipe Rosa, um desenhista sensacional que criou esse ponto de partida, uma homenagem à data”, diz Alves.

Juntos, estão trabalhando em outros personagens como um macaco e uma coruja falantes, um cientista maluco chamado Salber, uma figura dos povos afrobrasileiros chamada Preto Veio e até mesmo vilões.

Mas o alvo não é especificamente Jundiaí ou mesmo apenas a Serra do Japi. Da primeira abertura na rede social Facebook, onde foi criado o perfil do “Grande Japi”, a ideia é encontrar parceiros para outras possibilidades, como jogos interativos, roteiros teatrais e materiais impressos. “Sempre tendo em vista que nosso público alvo do futuro está ligado com essa ideia de gerações ainda mais conscientes reverterem os rumos para o bem”, diz.

O contato sobre o projeto, como não podia ser diferente, é grandejapi@gmail.com.

Mitologia/A Serra do Japi como um repositório ancestral de valores é uma inspiração bastante antiga nas cidades da região e sua própria silhueta é uma referência cultural.

Evitando um enquadramento religioso ou partidário, o projeto quer aproveitar esse imaginário para passar mensagens preservacionistas. Mas os produtos futuros vão depender de novas parcerias.

Por José Arnaldo de Oliveira para o Diário de São Paulo.

Um comentário sobre “Grande Japi – Consciência ambiental em história em quadrinhos

  1. Gostei da ideia. Achei sensacional. Educação ambiental é um tema sempre urgente e importante. Minha única bronca é: porque o índio tem que usar uma máscara, botas e capa e super-herói? Porque não simplesmente pinta o rosto, na altura ds olhos com jenipapo (com se fosse a máscara?) Os índios usam Jenipapo e Urucum para obterem tons de preto e de vermelho.

    Gosto e leio quadrinhos de super-heróis. Mas acho que não temos que copiar tudo. Não acho que tenhamos que descaracterizar o que em nós é autêntico. Como exemplo, veja o trabalho do mestre Colin. É a melhor lição que, como criadores, poderemos tirar. Abraços.

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