Ancine Lança nota de pesar pela morte do cineasta Eduardo Coutinho

Ancine La cineasta Eduardo CoutinhoFoi com grande pesar que a Diretoria Colegiada da ANCINE recebeu a notícia da morte do cineasta Eduardo Coutinho neste domingo (2), aos 80 anos. Um dos maiores realizadores do cinema brasileiro, Coutinho deixa um legado inestimável.

Uma de suas obras mais reverenciadas, o clássico “Cabra marcado para morrer” (1984), sobre a vida do líder camponês João Pedro Teixeira, teve as filmagens interrompidas em 1964 por causa do golpe militar e foi retomado nos anos 80. O documentário ganhou importantes prêmios em Berlim, Havana e Gramado, entre outros.  Como diretor, deixou mais de 20 filmes para cinema e TV, como “Santo forte” (1999), “Babilônia 2000” (2000), “Edifício Master” (2002) e “Jogo de cena” (2007), onde explora o tênue limite entre realidade e ficção. Seu último filme, “As Canções”, foi lançado em 2011.

Nascido em São Paulo, Coutinho iniciou sua carreira no teatro. Integrante do Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE nos anos 60, já no Rio de Janeiro, trabalhou na produção do primeiro filme do Centro, o longa “Cinco vezes favela” (1962). Responsável por obras-primas do gênero documentário, Eduardo Coutinho foi homenageado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no ano passado e recebeu o Kikito de Cristal em Gramado, em 2007, pelo conjunto de sua obra. Como roteirista, trabalhou com nomes como Leon Hirszman (em “Garota de Ipanema”, de 1967), Zelito Viana (em “Os condenados”, de 1975) e Bruno Barreto (em “Dona Flor e seus dois maridos, de 1976).

A Diretoria Colegiada da ANCINE se solidariza com os amigos e familiares de Eduardo Coutinho, certa de que sua obra permanecerá como referência para o cinema documentário nacional. O sepultamento será hoje (3), às 16h, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Visto no site Ancine.

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