5 coisas que você precisa saber sobre a versão brasileira da Comic-Con

Ao ouvir falar de Comic-Con você lembra automaticamente daquela feira cheia de celebridades, expositores, quadrinistas, games e cosplayers que acontece todos os anos e que, infelizmente, rola em San Diego, lá na terra do tio Obama. Mas, agora, talvez você passe a associar a Comic-Con também com o Brasil. Isso porque, do dia 4 ao dia 7 de dezembro de 2014, São Paulo vai receber a primeira edição da versão nacional do evento.

A Comic-Con Experience espera trazer mais de 60 mil visitantes ao Expo Imigrantes, na capital paulista, com a programação nos mesmos moldes de sua irmã mais velha. O presidente do Omelete, Pierre Mantovani, está a frente do projeto. Ele afirma que há 3 anos está negociando a realização do evento em terras tupiniquins e que, agora, em 2014, conseguiu investidores para bancar o projeto. “Desde que começamos a cobrir a versão americana, há 7 anos, sempre foi um sonho trazer um evento deste porte para o Brasil”.

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Conversamos com Mantovani e listamos aqui 5 coisas que você precisa saber sobre a Comic-Con Experience – encare como um guia de sobrevivência do fã-desesperado por mais informações:

Por que ‘Experience’?

“Queremos que os participantes passem pela experiência de uma imersão nessa cultura. Quer dizer, ainda tem gente que acha que quadrinhos e videogames são coisas para crianças. E eu, por exemplo, cresci em meio a quadrinhos, desenhos, games, ficção científica, séries… na Comic-Con estamos juntando tudo isso em um só lugar. As pessoas terão a experiência de conversar com seus artistas preferidos… ainda não podemos revelar nomes, mas estamos negociando com o pessoal de Hollywood. E as 20 maiores empresas de artigos colecionáveis (bonecos, gibis, cartas e por aí vai) já estão confirmadas”.

O que a Comic-Con tem de diferente de eventos já conhecidos do público geek, como a FIQ ou a Campus Party?

“O conteúdo é diferente, os estandes, promoções. Vai ter muito artista vendendo sua própria obra, por exemplo um brasileiro que desenhou quadrinhos para a DC pode vender os seus desenhos originais. Isso é uma experiência diferente, que só tem na Comic-Con. E, logicamente, vamos ter os blockbusters. Já estamos negociando com as maiores produtoras – que já tem relações com o Omelete, o que facilita a aproximação.”

E o que a Comic-Con Experience vai ter de diferente da versão original?

“Por mais que a coisa da Comic-Con seja muito americana, queremos abrir espaço, logicamente, para o próprio mercado nacional. A gente já tem praticamente todos os principais quadrinistas brasileiros confirmados. O cinema nacional também vai estar presente, estamos conversando com produtoras brasileiras para fazerem apresentações, levarem seus artistas. E também estamos pensando em como tratar o conteúdo que vem pra cá. Em San Diego, todo mundo fala inglês. Aqui vamos ter o cuidado da tradução. A organização do evento também é outra, desde a forma de recepção dos artistas até organizações de fila. Queremos fazer diferente, regionalizar”.

E quando saberemos quem vem?

“Ao longo dos próximos meses – iremos divulgar os nomes ao pouco”.

As inscrições abrem quando?

“No terceiro trimestre. E vale lembrar que na versão americana, os ingressos costumam esgotar logo no primeiro dia de vendas – quando não na primeira hora”.

Visto no site da Revista Galileu.

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