Resenha: Rastreadores da taça perdida – O segredo da Jules Rimet

 Com 44 páginas em formato europeu (21 cm x 28 cm) e custando R$: 19,90 foi lançada em Junho desse ano a Edição EspecialRastreadores da Taça Perdida – O segredo da Jules Rimet”.

O lançamento, da Editora Bila, traz os autores Giorgio Cappelli (roteiro e arte) e Enéas Ribeiro Corrêa (Colorização). O Álbum questiona o que realmente teria acontecido com a Taça Jules Rimet, taça do tricampeonato mundial da seleção brasileira de futebol roubada em pleno território nacional em 1983.

Foto do “Rei” Pele com a Taça Jules Rimet

Foto do “Rei” Pelé com a Taça Jules Rimet

A edição traz os protagonistas BovínioVinidel Toro, um playboy pra lá de amostrado e subcelebridade, e Giovanni Mantovani, um jovem especialista em cultura pop, que partem numa atrapalhada aventura Brasil adentro para descobrir o verdadeiro paradeiro da Taça Perdida.

O primeiro contato com a edição é positiva, pois o já informado formato da edição impressiona, dando o status de Graphic Novel (com começo meio e fim) e com material de boa qualidade.

A história é literalmente “outra história”, diferente do leve humor que já se espera pela capa da edição, ela se mostrar dedicada a mostrar o quanto nossos protagonistas são atrapalhados, engraçados e pessoas comuns apesar de suas características também únicas, ou seja, a edição quer divertir seu leitor durante todas as páginas.rastreadores-capa-mesa

Um leve desconforto pode ser sentido no quesito “edição dos textos e balões”, que devido ao tamanho ficam apertadinhos ou gigantes em alguns momentos, e um observador não muito cuidadoso pode não sentir a passagem do tempo no inicio da HQ, que o autor apresenta com um jornal sendo emoldurado, mas esses detalhes em nada comprometem a edição, que conseguiu unir vários temas: aventura, humor, futebol (para quem gosta e quem não gosta), história, mistério. O álbum lembra um pouco aqueles chat de amigos onde de repente, no meio de tudo que já saiu, as pessoas começam a abordar política e até romance no lugar, de uma forma bem humorada.

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O público alvo do álbum é o infantojuvenil (e adultos que saibam rir), crianças que gostam de se divertir em sua leitura e ao mesmo tempo, terem um aprendizado no processo.

rastreadores-interna01rastreadores-interna02A História se passa por vários lugares do Brasil, como São Paulo, Rio São Francisco, o Parque Nacional de Vila Velha, em Ponta Grossa, interior do Paraná. Pessoas e situações reais são citadas, homenageados, inclusive desenhados na HQ, como o Mister Bean, ator britânico Jason Statham, o francês Marcel Marceau e até a esposa do autor tem sua “personalidade” doada a um dos personagens que aparecem na edição.

Materiais como a edição “Rastreadores da Taça Perdida – O segredo da Jules Rimet” que buscam educar e divertir ao mesmo tempo merece apoio, pois nosso mercado carece de Hqs voltadas ao riso, mas que usam da criatividade, sem apelar para a sensualidade ou pornografia.

E pra não esquecer, o álbum ainda conta com quatro cards trazendo um pouco dos personagens que aparecem na edição.

cards - rastreadoressnap20140921192856170Tem o que melhorar? Sim, obviamente um material de estreia por mais bem apresentado que seja exige evolução, mas creio que já podemos ficar contentes, Giorgio Cappelli prova que é possível fazer humor sem ser ofensivo como muitos atualmente tem defendido.

Boa Leitura! 😉

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2 comentários sobre “Resenha: Rastreadores da taça perdida – O segredo da Jules Rimet

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