Público feminino ganha espaço no universo geek com séries, filmes e HQs

https://i0.wp.com/i124.photobucket.com/albums/p9/zine_brasil/zine_brasil001/anuncio-CanalZB-2015.jpgDurante muito tempo, o universo nerd e geek era composto basicamente por homens. Mas uma pesquisa recente da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc) revelou uma mudança no perfil dos leitores de quadrinhos. Apesar dos homens ainda serem maioria, com 85,1%, o estudo mostra o crescimento do envolvimento das mulheres, atingindo 14,8%, valores semelhantes aos da pesquisa do site Omelete sobre o universo nerd/geek. Levantamento do blog Papo de quadrinho também apontou aumento,super girl com 31% do público leitor feminino.

“Há dois anos, realizei uma pesquisa para o mestrado sobre este consumo e constatei que a maioria ‘aprendeu a ler quadrinhos por conta dos namorados e maridos’. Mas algumas desbravaram essa leitura sozinhas e estas multiplicarão seu gosto sempre que puderem. Acho que com o tempo nós desbravaremos esse ‘universo masculino’ e, logo mais, teremos um público mais uniforme e as pessoas esquecerão do gênero”, comenta Carol Pimentel, editora da Mythos/Panini, responsável pela produção editorial de toda linha de super-heróis da Panini Brasil.

Tudo isso pode ser visto a partir da maior presença de personagens mulheres nos produtos do universo. Neste ano, a televisão fechada terá uma super-heroína protagonizando uma série: Kara Zor-El, interpretada pela atriz Melissa Benoist (Glee), a prima do Super-Homem, em Supergirl. A personagem já havia sido citada nos HQs e será uma das primeiras super-heroínas a ganhar uma série própria na TV, no segundo semestre deste ano.

O primeiro episódio do seriado vazou na internet e mostrou que Supergirl terá os mesmos moldes das tradicionais séries de super-heróis, com Kara enfrentando vilões e muito mais do que apenas dilemas envolvendo romance e moda – não que isso seja deixado de lado na série. “Cada vez que leio o material antigo de personagens femininas nas HQs fico chocada. Não sou contra moda ou amor, mas acredito que somos muito mais fortes do que isso, não?”, defende Carol Pimentel.

Diversidade
Mas não é apenas Supergirl que revolucionará esse espaço na tevê. Atualmente, as próprias séries têm dedicado mais espaço para elas. É o caso de Arrow, em que Felicity Smoak, Laurel Lance/Canário Negro, Sara Lance/Canário Branco e Thea Queen/Speedy roubam a cena. O mesmo acontece em The Flash com Caitlin Snow; Marvel agent’s of S.H.I.E.L.D com Skye; e Demolidor com Karen Page.

Além disso, os quadrinhos revelaram que, nas novas revistas, o Deus do Trovão Thor, na verdade, assumirá a identidade de uma mulher. A heroína é a Dr. Jane Foster, que, nos cinemas, é vivida por Natalie Portman. “Sempre tivemos mulheres nas equipes, mas agora o número delas está aumentando, como no caso das mutantes e essa mudança do Thor”, completa Carol. Quem estará em breve nos cinemas é a Mulher Maravilha (Gal Gadot). Ela primeiro fará uma participação em Batman Vs Superman, previsto para março de 2016, e depois ganhará uma franquia em 2017. Também na telona, quem promete roubar a cena é a vilã Arlequina (Margot Robbie) em Esquadrão suicida, filme que deve chegar as salas em agosto de 2016, e a Capitã Marvel, que ganhará um longa em 2018.

Em tempo, nosso mais novo episódio no Canal Zine Brasil apresenta duas publicações produzidas por mulheres, confira abaixo!

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