Resenha: “Click” e “Três”, da quadrinista Samanta Flôor

Não é de hoje que vemos a mulherada fazendo arte, na verdade isso esta no sangue de cada uma delas, faltando apenas o “chamado”, “momento” ou como você queira chamar, que faça com que a artista saia do seu casulo e revele ao mundo sua arte interior.11719994_10205362174906268_337372516_nSamanta Flôor é ilustradora e cartunista freelancer, autora do Toscomics , é uma dessas artistas que estão por aí fazendo suas artes e conquistando fãs por onde passam. Mostrando que o artista independente está na briga, e não apenas pra ficar, mas vencer. E isso, porque a cada dia que passa, estão crescendo em qualidade, não apenas em número de edições lançadas.

Eu não conheço a artista pessoalmente, mas um autor pode fugir do perfil que sua obra apresenta dele? Acho que não.

11720608_10205362177426331_607686730_nEntão, continuando, com seu jeito “moleca” e criativa, unida a sua arte leve, linda, e porque não dizer fofa? A artista nos trás uma certa nostalgia dos bons tempos de criança apaixonada pela vida, pelas amizades, pela simplicidade, nos faz reviver a criança que parava para observar as formigas, no canto da parede, e questionar a vida que deve existir naquele buraquinho, a criança que acreditava, que ser adulto era massa e que tomar o café dos pais vai te tornaria especial.11721844_10205362175066272_134863708_nTrês” é assim, uma Revista com 12 páginas em preto e branco, que traz a infância da autora junto a seus dois irmãos. A edição te faz rir sozinho, se emocionar com o bullying, que com certeza você também viveu, mas nem sabia que tava sofrendo bullying, porque ainda não tinha esse nome. Doçura, inocência, material lindo de ver.

11721386_10205362176906318_730459244_nClick” (36 páginas) mantém a leveza, poesia, com o acréscimo de um ambiente misterioso, pois ainda mostra a competência da artista que conta a história de uma menina fofinha, que encontra uma câmera amaldiçoada, um zumbi, e um desenhista de rua que vê caveiras. Essa menina fofa carrega algo nada simples, como a vida, a morte e a possibilidade de destruição completa por onde passa, tudo isso sem um único Texto (dialogo).

Vale ressaltar que a autora poderia ser desejar dá continuidade a Click, pois a forma como ele abordou a historia, dá muito “pano pra manga” se caso ela desejar fazer isso. Vale e muito a “leitura muda”, acredite.

11693187_10205362176426306_140363247_nInclusive, é devido a essa curiosa publicação, “Click“, que a autora foi indicada em duas categorias esse ano ao HQ Mix, nas categorias “Novo Talento Desenhista” e “Novo Talento Roteirista“. Mas, você pode dizer, nem um defeitinho Michelle? Sim tem claro, a autora precisa escrever mais, em todas as duas publicações, que são fechadas, a vontade de continuar lendo mais HQs da artista foi a sensação mais sentida. Ficou o gosto de quero mais no fim de cada edição (rsrsrs).

A cada dia que passa os quadrinistas brasileiros mostram que é apenas uma questão de oportunidade para que o os quadrinhos produzidos no Brasil sejam respeitados, e valorizados como merecem, então não deixe de apoiar a arte nacional, e nesse caso, não por ser apenas nacional, mas pela qualidade do material da Samanta Flôor, que com certeza ainda vai nos brindar com outras grandes histórias em breve.

Adquira “Três“, que custa a bagatela de R$: 7,00 e “Click“, à venda por apenas R$: 15,00 reais no site da autora.

Minha dica? Faz o Combo e pega os dois por R$: 20,00 direto com a autora acessando AQUI! você não vai se arrepender.

Super Recomendo! 😉

abaixo, confira nossos comentários sobre as edições “Três” e “Click” no Canal Zine Brasil,

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Um comentário sobre “Resenha: “Click” e “Três”, da quadrinista Samanta Flôor

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