Macunaíma em Quadrinhos sai pela Editora Peirópolis

https://i0.wp.com/i124.photobucket.com/albums/p9/zine_brasil/zine_brasil001/anuncio-CanalZB-2015.jpgMACUNAIMA EM QUADRINHOS PEIROPOLIS 2016 01A Editora Peirópolis lançou a adaptação para quadrinhos de Macunaíma, uma das mais importantes obras da literatura nacional, escrita por Mário de Andrade (1893-1945), expoente do modernismo brasileiro. A obra entrou em domínio público em 1° de Janeiro de 2016 e esta é a sua primeira quadrinização. Macunaíma é o decimo quinto título da coleção Clássicos em HQ, que já conta com o sucesso de Dom Quixote, Os Lusíadas, Odisseia, Divina Comédia, Auto da Barca do Inferno, dentre outros.

Originado da primeira fase modernista do Brasil, o livro narra a saga de um anti-herói, preguiçoso e sem caráter. “Quando li Macunaíma pela primeira vez me encantei pela linguagem e aquela mistura de humor, erotismo, poesia e escracho”, revela Angelo Abu.

Escrito em apenas uma semana – em dezembro de 1926, e lançado dois anos depois – em 1928, a publicação causou extrema agitação.

Prevendo esse impacto, Mário disse, na época, que o que escreveu “não é um romance, nem um poema, nem uma epopéia.” (…) “Diria antes, que é um “coquetel. Um sacolejado de quanta coisa há por aí.” E terminou chamando o livro de rapsódia. E como as rapsódias musicais, compostas por uma variedade de cantos populares, Macunaíma é construído numa espécie de colagem feita com folclore, histórias de origens variadas, superstições, neologismos, palavras em tupi e anedotas que condensam o caráter do povo e cultura brasileira.

A edição de Ângelo Abu e Dan-X transporta o leitor para a época tupiniquim no Brasil, preservando o espírito da obra ao mesmo tempo em que se adapta à linguagem moderna. “A adaptação para os quadrinhos aumenta a procura por esse tipo de leitura e aproxima os jovens. E também, espinho que ‘pinica’ de pequeno já traz ponta. Quanto mais versões, mais vasta a realidade”, afirma Abu

Nesta adaptação, a obra conta com detalhes não imaginados no original, que agora ganham cor e traços. “Entender como cada autor representou determinadas personagens ou estruturas da composição matriz possibilita compreender que a quadrinização é uma outra obra, também autoral; é o depoimento de leitura de um artista gráfico para ser compartilhado. Ela pode ajudar a conquistar leitores para o clássico, abrir os significados do título e até motivar sua retomada”, afirma Renata Borges, diretora da Editora Peirópolis.

Macunaíma, e todos os títulos da coleção Clássicos em HQ, estão disponíveis em e-book em todos os formatos e para todos os dispositivos (Kobo/Cultura, Kindle/Amazon e e-pub Apple/demais plataformas de leitura).

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