Plana Festival Internacional de Publicações realiza 6ª edição em São Paulo

https://i0.wp.com/i124.photobucket.com/albums/p9/zine_brasil/zine_brasil001/anuncio-CanalZB-2015.jpgDe 23 a 25 de março, a Cinemateca Brasileira será o epicentro da programação curada por Bia Bitencourt e mais 20 colaboradores sob o tema Volta ao Nada.

Still do filme Cat Effekt, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn. Foto: Reprodução

Still do filme Cat Effekt, de Melissa Dullius e Gustavo Jahn. Foto: Reprodução

A Plana Festival Internacional de Publicações de São Paulo ocorre de 23 a 25 de março e trata do tema “Volta ao Nada”, recebida pela Cinemateca Brasileira. Foram convidados em torno de vinte colaboradores, que desenharam coletivamente a programação de palestras, exposições e atividades paralelas à feira em colaboração com a idealizadora Bia Bittencourt.

A estrutura da Plana prevê cerca de duzentas editoras nacionais e internacionais, que colocam à mostra e à venda suas publicações. Entre as publicações há livros e zines para crianças, como o Yoyo Zine e a editora Baba Yaga; para cinéfilos, a editora Kinoruss só publica títulos relacionados ao cinema soviético, e há também o lançamento do livro “O que é cinema“, de André Bazin, pela Editora Ubu; ainda há opções para quem gosta de livros feitos totalmente a mão, como o coletivo Charivari e os livros desenhados da Juliana Russo. Para os colecionadores, a mesa da descolecionadora de arte Rita Mourão do Desapê traz relíquias das décadas de 1950 e 1960, enquanto Marcelo Masagão, diretor do Festival do Minuto, leva sua produção própria “Fotos líquidas/ Livros sólidos”.

Este Festival propõe o fomento de projetos não só no âmbito da cultura gráfica, mas inspirando ideias políticas e sociais por meio de debates, conversas e encontros. Em todos os seus três dias, contará com uma agenda que reúne visitas guiadas, mostra de cinema, slam de poesia e até uma garçonnière inspirada em Oswald de Andrade. Os Poetas Ambulantes farão poesia falada e escrita pelos ônibus coletivos que cobrem o circuito da Cinemateca Brasileira. Já o francês Leszek Brogowski, professor da Universidade de Rennes, refletirá sobre o atual papel do editor sob o tema “Nada ou quase nada”. Todo o conteúdo produzido durante o festival será editado e impresso na própria Plana, na Estação de Trabalho.

A Plana Volta ao Nada é uma edição niilista e autocrítica sobre o próprio fazer artístico. Tudo que foi decidido foi apagado. Tudo que foi contratado será destratado. As regras foram quebradas e os acordos revisados. Cada membro dessa comunidade desenhou uma atividade relacionada a suas pesquisas e seus desejos, formando um conjunto múltiplo e sincero. Este é o ano em que a Plana contorna para o vazio, convocando uma marcha para a desconstrução de conceitos e regras, voltando para os tempos em que não existia nada e o absoluto era abstração.

Após catalisar um importante movimento de popularização da autopublicação e das editoras de pequeno porte no Brasil desde 2013, chegando a reunir cerca de 18 mil pessoas em uma feira, a Plana chega à sexta edição anual tendo passado por diversos espaços, como a Bienal de São Paulo e o MIS-SP, além de pequenas versões em diferentes regiões do Brasil, como Salvador e Rio de Janeiro, e outros países, como Japão, Índia, Estados Unidos, Suíça, México, Chile e Argentina. “A ideia é olhar para trás, para o que nos trouxe até aqui, para o livro que ainda não foi escrito. Já fomos pequenos e crescemos, e agora a Plana se dá a chance de começar de novo ou não”, reflete Bia Bittencourt.

Bia Bittencourt

Bia Bittencourt, nascida em São Paulo há 33 anos, é realizadora e curadora da Plana: festival, residência, centro cultural e editora. Participa de feiras de livros de arte nacionais e internacionais representando editoras brasileiras e já esteve na NY Art Book Fair, SP-Arte, I Never Read Art Book Fair Basel, Libros Mutantes, Tokyo Art Book Fair e Index México. Curou e produziu exposições de livros de artista, como La Bibliothèque Fantastique do artista Antoine Lefebvre, em São Paulo, e Brazyl Tropikal, em Tóquio. Publicou e editou diversos livros de artistas. É formada em Artes Visuais e Cinema. Seu trabalho artístico orbita entre projetos curatoriais ou de sua própria produção fotográfica e documental. Grande parte de sua pesquisa reflete a experiência de ter sido funcionária de um grande jornal em São Paulo, de um canal de televisão e de produzir eventos de arte de grande porte.

Clique aqui para conhecer a Programação completa.

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